O estado característico de profunda apatia política das sociedades ocidentais permanece tão forte como nunca*

Rooney Pinto[1]

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Marko Djurica, Reuters

 

Ainda assusta a incapacidade política da Europa de lidar com a crise dos refugiados e imigrantes. A frase de Castoriadis, citada em sua obra La Montée de L’Insignificance publicada inicialmente pela Seuil em 1996, permanece ainda lúcida e atual. Há uma profunda apatia política, uma incapacidade em lidar com crises e um desmoronamento de valores como poucas vezes foi visto. E podemos ver isso em diversas esferas da sociedade. O mais recente episódio noticiado pelos media diz respeito ao julgamento e condenação da jornalista húngara Petra László, que foi filmada “rasteirando” refugiados que fugiam da polícia na fronteira da Hungria com a Sérvia. László trabalhava para a N1 TV na altura e alegou ter entrado em pânico agindo em sua defesa.

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Soares: Vamos a Isto!

Luísa Schmidt

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Foto: Luís Vasconcelos

Pensando em Mário Soares como todos temos feito nos últimos dias, com saudade para quem o conhecia, não posso deixar de sublinhar dois aspectos que para mim são particularmente significativos. Por um lado, a importância que ele foi dando de forma crescente às questões ambientais tanto nacionais como globais; por outro lado, duas características extraordinárias da sua personalidade: a franqueza e a capacidade de acção para fazer mudar montanhas.

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Soares, Presidente

Pedro Bacelar de Vasconcelos

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Foto: Luís Vasconcelos

O cerimonial fúnebre da partida de Mário Soares proporcionou a oportunidade para uma extensa revisitação da história do regime democrático instaurado pela revolução de abril. Os inúmeros depoimentos, testemunhos e comentários produzidos permitiram aos mais velhos refletir sobre o que já sabiam e reconsiderar a sua experiência à luz dos desafios do presente. Para os mais jovens, a evocação da vida de Soares – da  luta contra o fascismo à construção da democracia e à denúncia incansável, até à morte, dos novos perigos que ameaçam a nossa liberdade – foi ocasião inestimável de aprendizagem cívica e, sobretudo, inspiração poderosa para seguir o seu exemplo.

http://www.jn.pt/opiniao/pedro-bacelar-de-vasconcelos/interior/soares-presidente-5600354.html#.WHdapY22FD8.gmail

Liberdade e Igualdade

unnamedPedro Bacelar de Vasconcelos

Decorridos 40 anos sobre a aprovação da Constituição, ainda há quem trate os direitos económicos, sociais e culturais que incorporam o chamado “Estado Social” como se fossem o parente pobre dos direitos fundamentais!

A Assembleia da República realizou em dezembro a última conferência de um ciclo de iniciativas organizadas com o fito de comemorar os 40 anos da Constituição de 1976.

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