Sonhos de uma manhã eleitoral

Por Roberto Merrill

Depois dos debates mais ou menos estimulantes na TV, a última semana voltámos à peixaria do costume.

Entretanto sonhei com o Russo, que tomo a liberdade de partilhar, pois de facto está a bater-me no sistema a situação na Ucrânia.
Quando acordei estava a sonhar com o Vladimir Putin. Eu estava já há uns dias a ser perseguido por uns agentes dele, não sei por que razão, até que acabei por ser neutralizado por eles, na rua. O Putin estava com eles. Ele apontou-me uma arma pelo cano da qual saia um fumo negro que supostamente me tornaria dócil. Eu disse-lhe que queria falar com ele e explicar-lhe o que penso dele, disse-lhe que sentia respeito por ele, pois não deve ser fácil governar um país tão grande como a Rússia, e disse-lhe que esperava que a UE e a Rússia tivessem um dia um mesmo exercito.
Ele respondeu de maneira exasperada, “Sim, mas quando?”
E eu respondi-lhe com muita segurança, “Não enquanto governares a Rússia.” Ele a partir daí sentiu que estava em confiança comigo e fomos a uma tasca peruana, comer garbanzos, e vários pratos populares desse tipo, acompanhados com cerveza. Reparei que um dos agentes russos, que falou em espanhol com o dono da tasca, tinha um sotaque argentino, então também falei e dado que o meu sotaque é argentino, expliquei com expressões tipicamente argentinas que já tinha lá vivido, para criar um efeito de surpresa e algo cómico, como costumo fazer na vida real.
Entretanto vou provavelmente reler o Kafka um pouco antes do previsto na minha agenda literária do ano 2022.

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