Leonardo Costa – O Mundo pós-Covid 19, Um novo pacto global verde, social e da saúde – a dimensão social

Leonardo Costa – docente e investigador da Universidade Católica Portuguesa

Leonardo Costa começa por relembrar que a pandemia veio acentuar as desigualdades entre territórios, não só dentro da União Europeia como também entre as regiões dos próprios países.  Esta crise é, todavia, um tanto particular, na medida em que, sendo sistémica, demorada e geral, provoca dificuldades em vários setores que, sem auxílio, poderão estar em risco. No que diz respeito à desigualdade social, parece óbvio que a Covid-19 apenas a tornou mais evidente e acentuada.

Para Leonardo Costa, a economia é uma ferramenta criada para servir as necessidades humanas, caso não o faça, fica implícita a necessidade de uma correção. Assim sendo, dentro do contexto da crise provocada pela pandemia, pode surgir uma oportunidade para a formação de uma “nova economia” que talvez permita a implementação do Green New Deal. Esta nova economia terá duas vertentes, interligadas: a ambiental e a social.

Leonardo Costa reforça a ideia de que é necessária a imposição de objetivos sociais e ambientais ao sistema económico, até porque a desigualdade de rendimentos tem vindo a aumentar nas últimas décadas, não sendo um fenómeno recente. Na sua opinião, uma das forças motoras deste fenómeno foi a globalização.

A não existência de fortes políticas redistributivas reforça a importância das heranças e da riqueza passada, não se valorizando, assim, o mérito pessoal quotidiano. As desigualdades sociais são perpetuadas. Além de questões éticas associadas, estas desigualdades têm custos de eficiência e crescimento: diminuem a procura por parte dos grupos com menos possibilidades económicas.

Para corrigir a desigualdade e proteger o ambiente, Leonardo Costa sugere, entre outras correções, o reforço aos apoios dos rendimentos verdes e socialmente inclusivos, orientados para as PME, e alterar os modelos de governança das empresas. Na mesma perspetiva, o papel dos Bancos Centrais deveria ser repensado.

Por fim, refere a ausência de uma política de industrialização da União Europeia que poderia existir numa perspetiva regional.

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