“Who’s afraid of the Big Bad Neuroscience?” Neuroscience’s impact on our notions of self and free will (*)

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(*) Resumo do artigo “Who’s afraid of the Big Bad Neuroscience?” Neuroscience’s impact on our notions of self and free will, de Rui Vieira da Cunha [1] & João Bettencourt Relvas [2], publicado em The Human Sciences after the Decade of the Brain (edit. por: Jon Leefmann and Elisabeth Hildt, 2017).

ABSTRACT

Neuroscience is coming to age but not all of its advancements spell good news for everyone. For some, neuroscience might obliterate the assumption that a society is based on rational and self-ruling persons wholly responsible for their actions whilst offering in exchange merely a mechanist and reductionist vision of a collective made of irrational and neuron-ruled bodies deprived of free will and moral and legal responsibility.

In this paper, we will examine some neuroscientific findings related to the self and free will and assess the real impact of those neuroscientific findings. We conclude that neuroscience alone is unable to undermine the assumption of the rational and self-ruling person with free will and worthy of moral and legal responsibility.

KEYWORDS: free will, humanities, neuroscience, personhood, self.

Reference: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/B9780128042052000033

[1] Rui Vieira da Cunha: MLAG (Mind, Language and Action Group) – Institute of Philosophy, School of Arts, University of Porto (FLUP) | i3s – Institute for Research and Innovation in Health, University of Porto, Portugal | IBMC – Institute of Molecular and Cell Biology, University of Porto, Portugal | CPBS – Católica Porto Business School rui.cunha@ibmc.up.pt

[2] João Bettencourt Relvas: i3s – Institute for Research and Innovation in Health, University of Porto, Portugal | IBMC – Institute of Molecular and Cell Biology, University of Porto, Portugal | FCUP – Faculty of Sciences of the University of Porto jrelvas@ibmc.up.pt

[**] Fotografia retirada de FabrikBrands.

Being Human in a Technological Age: George Gaskell (LSE)

George Gaskell, professor de Psicologia Social na London School of Economics and Political Science (LSE), será um dos oradores convidados da próxima sessão do ciclo de conferências ‘Utopias Europeias: o poder da imaginação e os imperativos do futuro’, dedicada ao tema A UTOPIA TECNOLÓGICA – A INOVAÇÃO AO SERVIÇO DA HUMANIDADE.

A sessão terá lugar no próximo dia 6 de fevereiro, pelas 21:30, no Auditório de Serralves e este será um debate entre os que acreditam que em breve a humanidade possa ser libertada de muitas doenças e das tarefas mais penosas nomeadamente pela biotecnologia e a inteligência artificial e os que veem cenários distópicos no transhumanismo e num futuro domínio das máquinas sobre os homens.

Mais informação sobre a sessão: AQUI.

Contamos com a vossa presença.

 

Rete rerum (ou uma tese de doutoramento que deu teatro)

Por Filipa M. Ribeiro*

 

thumbnail_cartaz-camara-eco-zunzum1Se para a faixa etária adolescente já existem vários estudos a documentar o efeito das redes sociais nos petizes, o mesmo não se pode dizer para…cada um de nós.

Podemos sempre escolher a evasiva “é complicado”. Felizmente, houve uma equipa de dramaturgos que não se assustou com a complexidade da questão e pegou num texto realmente denso: uma tese de doutoramento que tratou assuntos tão desafiantes como sistemas de recomendação, redes sociais e emoções.

A tese resultou de 4 anos de investigação de Carlos Figueiredo, e os trabalhos de Fernando Giestas (escrita) e de Jorge Manuel Fraga (direcção) são absolutamente notáveis. Giestas e Fraga tiveram os insights de um sociólogo, o olho de um repórter, a astúcia tecnológica e a arte teatral para conseguir esta paródia indispensável dos nossos hábitos em rede(s). Astuta e provocadora, a peça está impecavelmente pesquisada e escrita, corajosamente representada e é essencial para qualquer pessoa com interesse em media digitais e relações sociais. Continuar a ler “Rete rerum (ou uma tese de doutoramento que deu teatro)”

Uma frente progressista para reverter o Brexit

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Apostar nos conservadores britânicos para travar o desastre de uma saída do Reino Unido da União sem acordo, parece estar condenado ao fracasso. A alternativa está numa política progressista, cujo sucesso depende do Partido Trabalhista e do seu líder, Jeremy Corbyn. Continuar a ler “Uma frente progressista para reverter o Brexit”

A UTOPIA TECNOLÓGICA: A INOVAÇÃO AO SERVIÇO DA HUMANIDADE

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No próximo dia 6 de fevereiro, pelas 21h30, no Auditório de Serralves, terá lugar o sexto debate do ciclo de conferências “Utopias Europeias: o poder da imaginação e os imperativos do futuro” dedicado ao tema A UTOPIA TECNOLÓGICA – A INOVAÇÃO AO SERVIÇO DA HUMANIDADE.

Este será um debate entre os que acreditam que em breve a humanidade possa ser libertada de muitas doenças e das tarefas mais penosas nomeadamente pela biotecnologia  e a inteligência artificial e  os que veem cenários distópicos no transhumanismo e num futuro domínio das máquinas sobre os homens.

0001O debate contará com a presença e participação de Carlos Moedas (Comissário Europeu) e George Gaskell (Professor de Psicologia Social na London School of Economics and Political Science) como oradores e com os comentários de Olga Pombo (Professora Auxiliar da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa).

A moderação estará a cargo de Nuno Sousa (Médico e Professor Catedrático na Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho).

Bilhete da Sessão: €5 (50% desconto para Estudantes, > 65 e Amigos de Serralves).

Mais informação sobre o ciclo: AQUI.

Contámos com a V/ presença e participação,

Fórum Demos.

 

A UTOPIA ECOLÓGICA: um debate que diz respeito a todos

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Realizou-se, no passado dia 17 de dezembro, pelas 21:30, no Auditório de Serralves, o quinto debate do ciclo de conferências “Utopias Europeias: o poder da imaginação e os imperativos do futuro” dedicado ao tema A UTOPIA ECOLÓGICA – PATRIOTISMO TERRESTRE: PRESERVAR A VIDA NA TERRA.

Sendo o meio ambiente um bem coletivo e a sustentabilidade ecológica um tema que diz respeito a todos nós, durante este debate auscultaram-se as preocupações e opiniões do público sobre a temática.

Pelos participantes, foram colocadas as seguintes questões:

(1). O que deveremos fazer relativamente às ilhas de plástico?

(2). Para preservar a vida na Terra, que solução considera ser mais importante: decrescimento ou um novo ciclo industrial de economia verde?

(3). A prospeção e exploração de hidrocarbonetos em Portugal é compatível com o objetivo da descarbonização da economia? Continuar a ler “A UTOPIA ECOLÓGICA: um debate que diz respeito a todos”

 10 desejos para 2019

kerala-wall Imagem do “Muro das Mulheres”de Kerala, Índia.

No início do ano é costume fazer-se o balanço do  ano que passou. Fácil é constatar que 2018 foi um ano verdadeiramente mau para a democracia e a paz no Mundo. Mau para a democracia, com  a vitória eleitoral do neo-fascista Bolsonaro no Brasil, a chegada da extrema direita-nacionalista ao poder em Itália e o aumento da sua influência em outros países europeus como na Alemanha e em França. Todavia,como sinal de esperança, há que salientar a vitória de uma nova geração de democratas progressistas, nas eleições para a Câmara dos Representantes, que é agora maioritariamente democrata e presidida por Nancy Pelosi. Mau para a paz, com a continuação das guerras no Médio Oriente contra as populações civis nomeadamente no Yemen e na Síria. O bombardeamento da população de Goutha pelas forças do regimens de Assad apoiadas pela Rússia marcou tragicamente o início de 2018.

2018 confirmou que vivemos num mundo sem ordem, em que o líder da maior potência mundial tudo faz para destruir o sistema multilateral de que os Estados Unidos foram o grande impulsionador. Irá 2019 confirmar a tendência para o refluxo da democracia e do multilateralismo? Talvez não, se se cumprirem  alguns dos meus 10 desejos para 2019.

Continuar a ler ” 10 desejos para 2019″