Eleições Presidenciais Brasileiras: análise Fórum Demos (parte 3)

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O Brasil escolhe hoje, dia 7 de outubro de 2018, o presidente que irá substituir Michael Temer no Palácio do Planalto.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 147.306.275 brasileiros estão aptos a votar na primeira volta das presidenciais.

As urnas foram abertas pelas 08H00 (12H00 Lisboa) e têm o seu encerramento previsto para as 17H00 de cada fuso horário. As últimas urnas eletrónicas a fechar serão no Estado do Acre, pelas 21H00 em Lisboa. As primeiras projeções devem ser conhecidas ao final da noite e os números oficiais ao início da madrugada de segunda-feira.

Quem será eleito Presidente do Brasil em 2018? O que dizem as sondagens?

O Datafolha divulgou este sábado (6) a sua última pesquisa presidencial antes das eleições deste domingo.

[1] sondagem

De acordo com os dados publicados, o candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL) lidera a corrida eleitoral à Presidência do Brasil, com 40% dos votos válidos, sem contar o número de eleitores dispostos a votar em branco ou nulo e os inquiridos que se declararam indecisos.

Em segundo lugar surge Fernando Haddad, substituto do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do Partido dos Trabalhadores (PT) com 25% das intenções de voto, seguido por Ciro Gomes do Partido Democrático Trabalhista (PDT), com 15% e pelo ex-governador de São Paulo, o candidato Geraldo Alckmin do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), com 8%.

[2] sondagem

Em relação ao levantamento anterior, concluído pelo Datafolha na passada quinta-feira, dia 4 de outubro, Bolsonaro oscilou um ponto percentual para cima e Haddad ficou estagnado.

Já Ciro Gomes (PDT) oscilou dois pontos percentuais, alcançando agora 15% das preferências e assim se distanciando e Geraldo Alckmin (PSDB) que oscilou negativamente um ponto percentual.

A sondagem publicada este sábado, encomendada pelo jornal Folha de São Paulo e pela TV Globo, ouviu 19.552 eleitores, em 382 municípios brasileiros, entre os dias 5 e 6 de outubro. O levantamento dos dados foi registado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo BR – 01584/2018.

Segundo os analistas, a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

Se hoje se mantiverem estas posições nas urnas, tudo indica que haverá uma segunda volta com os dois primeiros colocados, que está marcada para o dia 28 deste mês.

[3] sondagem

 

Numa simulação sobre a segunda volta presidencial, Bolsonaro e Haddad aparecem com 43% e 44% das intenções de voto, respetivamente. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, ambos estão tecnicamente empatados.

[4] sondagemNum outro cenário, num eventual confronto com Bolsonaro, Ciro Gomes aparece com 47% face aos 43% do seu adversário. Esta simulação sugere igualmente um empate técnico no limite da margem de erro, porque a distância é de quatro pontos.

Todavia qualquer tipo de projeção neste sentido será muito arriscada num cenário de uma alta voltagem passional.

Diante da concretização do resultado das urnas no primeiro turno, os eleitores que optaram pelos que não venceram irão ter a oportunidade de repensar as suas intenções de voto, dando início a uma nova eleição.

[5] sondagem

Quando analisada a evolução em votos totais, Bolsonaro subiu de 32% para 35% e de 35% para 40% desde os levantamentos divulgados na passada terça (2) e quinta-feira (4). A curva já vinha ascendente: na semana anterior, ele tinha 28% dos votos totais entre 26 e 28 de setembro.

Fernando Haddad manteve-se estável na segunda posição isolada. Com 22% das intenções de voto no levantamento anterior, regista agora 25% dos votos válidos.

Ciro Gomes manteve as suas posições inalteradas entre 28/09/2018 e 04/09/2018, com 11%, tendo oscilado quatro pontos percentuais de 04/09/2018 para 06/09/2018.

Já Alckmin oscilou negativamente em cerca de um ponto percentual entre 28/09/2018 e 04/09/2018, contando agora com 9% das intenções de voto.

Marina Silva (Rede) encabeça o bloco final com 4%, seguida por João Amoêdo (Novo) com 3%, Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) com 2% e Cabo Daciolo (Patriota), com 1%.

[6] sondagem

Também a pesquisa divulgada neste sábado (6) pelo IBOPE, apontam que Jair Bolsonaro e Fernando Haddad devem avançar para o segundo turno da disputa.

De acordo com o IBOPE, Bolsonaro lidera com 41% das intenções de votos válidos, seguido por Haddad com 25%. Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro, seguido por Geraldo Alckmin (PSDB).

[7] sondagem

Mas, se por um lado as sondagens têm mantido Jair Bolsonaro e Fernando Haddad destacados nos dois primeiros lugares das intenções de voto, também lhes dão as maiores taxas de rejeição.

Com efeito, 44% dos inquiridos declararam que não votariam de “jeito nenhum” em Jair Bolsonaro. A rejeição a Haddad é de 41%, enquanto a de Marina é de 31%.

A taxa de rejeição a Geraldo Alckmin é de 24% e a de Ciro Gomes, 21%.

Henrique Meirelles, Alvaro Dias, Daciolo e Guilherme Boulos têm todos uma taxa de rejeição de 15%, enquanto Eymael é rejeitado por 14% dos eleitores ouvidos. Vera Lúcia ficou com 13% de rejeição e João Amôedo tal como João Goulart Filho, 12%.

2% dos eleitores inquiridos rejeitam todos os candidatos e aqueles que votariam em qualquer um perfazem 1%. Três por cento não sabe ou não quis declarar candidato que rejeita.

*

As pesquisas eleitorais não são instrumentos de previsão, mas sim instrumentos de diagnóstico e análise devendo ser avaliadas consoante o momento em que são realizadas. Os estudos analisam, por outro lado, uma amostra que tenta ser proporcional às características do todo, mas os resultados dessa amostra são sempre e em última instância uma generalização: 19.552 eleitores inquiridos pelo Datafolha não são, naturalmente, os 147.306.275 brasileiros que estão aptos a votar na primeira volta das presidenciais. É aqui que se pressupõe a margem de erro.

É ainda preciso considerar que nas pesquisas de intenção de voto não é possível estimar o índice de abstenção, quando os eleitores não comparecem à votação. Nas eleições de 2014, a abstenção foi de 19,4%, um pouco maior que o percentual, um pouco maior que o percentual de 2010, quanto 18,1% dos eleitores não compareceram às urnas.

Sobre as pesquisas eleitorais e o seu poder numa campanha: AQUI.

Sobre o que esperar sobre as hipóteses de acertos e erros dos institutos de pesquisa nas eleições de 2018 no Brasil: AQUI.

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